Regras, atitudes e pressupostos
As crenças intermediárias situam-se entre as crenças nucleares e os pensamentos automáticos. Elas consistem em atitudes, regras e pressupostos que moldam a maneira como vemos uma situação, influenciando nossos pensamentos, sentimentos e ações. E costumam se apresentar na forma de "se, então..."
Cada um de nós carrega consigo uma grande quantidade de pressupostos subjacentes. Os sinais de que esses pressupostos podem estar presentes ficam evidentes em situações onde você percebe reações consistentes com um determinado humor, apontando para a existência de um padrão. Uma maneira de testá-los é por meio de experimentos comportamentais, avaliando se a regra "Se..., então..." prevê com precisão o que ocorre em diferentes contextos.
São padrões comportamentais que as pessoas desenvolvem para lidar com suas crenças disfuncionais e evitar a ativação dessas crenças nucleares. Embora possam oferecer alívio temporário, acabam contribuindo para a manutenção dessas crenças.
Realizar esforços excessivos — muitas vezes sacrificando as próprias necessidades — na tentativa de evitar a ativação da crença nuclear negativa.
Evitar situações, pensamentos ou emoções que possam ativar crenças nucleares negativas, buscando evitar o desconforto associado.
Aceitar passivamente crenças disfuncionais, resignando-se ao papel atribuído por essas crenças sem questioná-las ou tentar modificá-las.
Apesar de proporcionarem alívio temporário, essas estratégias contribuem para a manutenção das crenças, impedindo uma mudança duradoura. O trabalho terapêutico envolve identificar essas estratégias e experimentar formas mais adaptativas de responder às situações.
Beck, J. S. (2022). Terapia Cognitivo-Comportamental (3ª ed.), p. 35. · Greenberger & Padesky (2017). A Mente Vencendo o Humor. Artmed.