Habilidades para pedir o que você precisa, dizer não e atravessar conflitos, cuidando da relação e do seu autorrespeito ao mesmo tempo.
Em toda conversa importante, três coisas estão em jogo. Saber qual pesa mais naquela situação ajuda a escolher a habilidade. Pense numa situação real e toque nos cartões na ordem de importância.
Para conseguir o que você quer, ou recusar o que não quer, de forma clara e respeitosa.
Tente lembrar o que cada letra significa e toque para conferir.
Descreva a situação com fatos, sem julgamento.
Diga o que você sente e pensa sobre isso, em primeira pessoa (“eu sinto”, “eu penso”). Não espere que o outro adivinhe.
Peça o que quer, ou diga não, com clareza e sem rodeios.
Mostre ao outro o lado bom de atender ao seu pedido e, depois, agradeça quando ele atender.
Volte ao seu objetivo. Seja um “disco arranhado”: repita o pedido com calma e ignore ataques e mudanças de assunto.
Voz firme, contato visual, postura ereta. Evite sussurrar, olhar para o chão ou desistir no meio da frase.
Esteja disposto a ceder para receber. Ofereça alternativas, ou pergunte: “o que você sugere?”.
O M e o primeiro A de MAN estão no jeito de falar: voz firme, olhar direto, e voltar ao pedido se a conversa desviar.
Para que a relação saia inteira da conversa, ou até melhor do que entrou.
Tente lembrar o que cada letra significa e toque para conferir.
Sem ataques, ameaças, julgamentos ou desdém. Aceite um não com educação.
Escute de verdade: não interrompa, olhe para a pessoa e faça perguntas.
Mostre que entende os sentimentos e o ponto de vista do outro, mesmo sem concordar: “entendo que você está sobrecarregado”.
Um pouco de humor, um sorriso, um tom tranquilo. Facilite a conversa, sem pressionar.
Validar não é concordar. É comunicar que a experiência do outro faz sentido de algum jeito. Cada degrau vai um pouco mais fundo.
Para sair da conversa se sentindo bem consigo mesmo, sem se trair para agradar.
Tente lembrar o que cada letra significa e toque para conferir.
Seja justo com o outro e com você. Valide também os seus próprios sentimentos e desejos.
Não peça desculpas por pedir, por discordar, por ter uma opinião, ou por existir.
Não abra mão dos seus valores nem da sua integridade para agradar ou ser aceito.
Não minta, não exagere, não aja como incapaz quando não é e não invente desculpas.
Nem todo pedido merece a mesma força, e nem todo não. Pense numa situação real e responda: quanto mais “sim”, mais firmeza a situação comporta.
A pessoa tem condições de me dar o que eu quero?
Esse objetivo é muito importante para mim?
Costumo resolver as coisas sozinho e pedir só quando preciso?
A pessoa tem a obrigação (por lei ou por um combinado) de me dar o que peço?
Tenho autoridade para pedir isso (por exemplo, sou responsável ou chefe)?
O que eu quero é adequado ao tipo de relação que temos?
Ficar quieto agora traria problemas mais adiante?
Eu faço pela pessoa pelo menos tanto quanto peço a ela?
Sei exatamente o que quero e tenho os fatos para apoiar o pedido?
É um bom momento: a pessoa está disponível e receptiva?
Use como guia, e não como regra: a decisão final é da sua Mente Sábia.
Você quer pedir um aumento. Se a prioridade principal é conseguir o aumento, qual habilidade guia o pedido?
Quando o objetivo vem em primeiro lugar, o DEAR MAN estrutura o pedido. GIVE e FAST entram junto, em menor grau.
No DEAR MAN, o “disco arranhado” faz parte de qual letra?
Manter o foco é repetir o pedido com calma e não se deixar levar por ataques ou mudanças de assunto.
Validar o sentimento do outro significa…
Dá para validar o sentimento (“entendo que você ficou chateado”) e, ainda assim, manter o seu pedido ou o seu não.
No FAST, o “A” (no Apologies) recomenda…
Desculpas fazem sentido quando você errou. O excesso de desculpas é que corrói o autorrespeito.
Linehan, M. M. Treinamento de habilidades em DBT: manual de terapia comportamental dialética. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2018.